Começamos o dia bem cedo e, a caminho de Gibraltar, do Rochedo Gigante Inglês situado a 1 passo de Espanha!
Seguiram-se algumas paragens, entre elas " Tarifa" e "Algeciras", onde aproveitamos para comprar as nossas passagens para Marrocos.
Chegamos finalmente a " La Ligne de la Conception", território Espanhol em frente a Gibraltar, depois de 450km a conduzir. Daqui avista-se o Rochedo e Marrocos; A paisagem é magnífica e bastante curiosa. É curioso ver nos tempos que correm, uma fronteira terrestre tão perto de Espanha, lembrando-me assim de ha 25 anos atrás quando ia de carro com os meus pais a Tui.
La Ligne de la Conception, é um local pequeno mas bastante concorrido com o trânsito k entra em Gibraltar! Assim que chegamos, aproveitamos para dar umas voltinhas e tirar umas fotos para mais tarde recordar!
O dia seguinte foi dedicado ao Rochedo á beira mar plantado! O carro ficou estacionado á porta do hostel e entramos assim a pé em território Inglês! Depois de passar o controlo de passaport (tal como nos aeroportos), vários operadores esperam chegada de turistas, para promoverem os tours existentes.
Compramos um tour de duas horas e o nosso guia “ Charles” levou-nos em primeiro lugar ao miradouro onde encontrámos os “ Pilares de Hercules”: Duas colunas que simbolizam a lenda em que Hércules teria de transpor um estreito marítimo, abriu assim caminho, ligando o Mar mediterrâneo e o Oceano Atlântico. Desta separação de territórios resultou Gibraltar de um lado e Ceuta do outro. Os dois Montes separados estão representados pelas Colunas de Hercules.
A visita seguiu-se pela paragem em “ ST. Michaels Cave” um auditório natural com magnificas estalagmites e estalactites de variadas formas e cores, que serviu de Hospital durante a II Guerra Mundial. Á saída desta gruta, começamos a encontrar os famosos macaquinhos de Gibraltar. São macacos selvagens, violentos por vezes para o homem e por isso, há que ter em atenção certas atitudes. Conseguimos tirar fotos com um macaquinho pequeno na nossa cabeça, mas constantemente monitorizado pelos olhos e pelo macarrão que os guias traziam para eles. Diz a tradição que enquanto os macacos persistirem em Gibraltar, este continuará sob o domínio Britânico. Tradição que lembram os corvos na Torre de Londres.
Estes macaquinhos foram em tempos trazidos como animais de estimação pelos mouros, mas depois da Guerra em que estes esfomeados desciam á cidade para roubar comida, provocando vários ataques por parte destes á população. Estes foram então diminuindo de 2000 para 450 primatas, hoje protegidos pelo governo e devidamente marcados.
Mais para o topo do Rochedo, encontramos os túneis que foram escavados e utilizados durante a II Grande Guerra. Daqui, avista-se a panorâmica mais incrível para o aeroporto, o único no mundo onde a pista de aterragem atravessa uma grande avenida, onde circulam veículos e pessoas. É incrível como fazem parar o trânsito com umas cancelas e semáforos, para que os aviões possam descolar ou aterrar.
No meio disto tudo, merece a pena as vistas desde o topo do Rochedo, as compras (máquinas, tabacos, álcool etc.) e a experiencia do contacto com os famosos macaquinhos.
A manhã seguinte foi ocupada pela viagem de carro até Algeciras e da viagem de barco para Ceuta, conquistada no início da expansão marítima portuguesa e mais tarde recuperada pelos Espanhóis. Ainda hoje é bastante visível a herança portuguesa na bandeira e escudo, nas muralhas e poço, assim como também na estatua do Infante D. Henrique. Este bocadinho espanhol plantado em África tem fronteira terrestre para Marrocos, onde qualquer turista europeu poderá conhecer uma cultura completamente diferente. Não poderíamos desperdiçar esta oportunidade!
Ceuta
O nosso táxi levou-nos até é fronteira, e assim atravessamos a pé para outro país. Os marroquinos olham-nos com olhar desconfiado e nós claro, fazíamos o mesmo. Depois de carimbados os passaportes, guias, taxistas e mais nem sei o quê, rodearam-nos a procura de conseguirem vender os seus serviços. Fomos com um taxista e um guia até Tetouan, uma cidade situada a 40km da fronteira e a 60 km de Tanger. Aqui visitamos a Medina, a antiga cidade Islâmica com bastante influência Andaluz, com as casinhas brancas e baixas, cercado pelos mercados e vendedores de rua. Aqui as portas destas casa têm variados tamanhos, dependendo do estatuto da pessoa que lá vive e do numero de mulheres que têm, ou seja, quanto maior for a porta maior será a sua família, podendo ir até ao numero de quatro mulheres. Sentíamo-nos de certa forma protegidas pelo guia, as pessoas não se metiam connosco e podíamos andar pelas ruas á vontade. Éramos das poucas turistas europeias naquela zona, todos os outros encontravam-se na Zona Cristã da cidade, enquanto nós ficámo-nos pela visita á verdadeira cultura.
Tetouan
Ao terceiro dia do nosso Road trip, saímos do nosso hostel em La ligne de la Conception e dirigimo-nos ao Porto de Tarifa para apanhar o barco, desta vez para Tanger, cidade do Norte de África, importante ponto para o povo “ Berber”, o povo das montanhas da região e que produzem parte do artesanato marroquino. Aqui encontrámos também vestígios da passagem dos portugueses por aqui, como a antiga fortaleza. Saímos do barco e entramos no autocarro para a visita á Medina. Mais moderna que Tetouan e mais turística, no entanto sem perder o encanto e as características árabes.
Tanger
Ultimo dia da nossa aventura com paragem em Cádiz, um porto comercial de grande importância, e assim resultando em várias industrias como a do calçado ou das conservas. A cidade é imponente, com uma vasta praia, acompanhada de monumentos gigantescos como as suas catedrais, igrejas, lojas e mercados.
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| Catedral de Cádiz |
Elisabete Vasconcelos
Boas Viagens





Adorei, tenho que experimentar :)
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