07/08/2011

EGIPTO

Egipto

Esta foi a viagem dos meus sonhos! Desde sempre que sentia uma atracção especial por este país e por esta cultura, desde documentários, livros, revistas e cursos.
Pois chegou a hora de visitar “ Kemet” (black land), assim conhecido no Antigo Egipto devido as terras férteis que cercavam o Rio Nilo.
16 Fevereiro de 2010 voo Madrid- Cairo, que durou cerca de 4h30 minutos, na companhia da minha grande amiga e da sua prima!
Chegamos ao aeroporto do Cairo pelas 22h, e a aventura começa aqui. Demoramos mais de meia hora para conseguir o visto de entrada no país e encontramo-nos com o nosso guia e o resto do grupo já na saída do aeroporto. Do aeroporto ao nosso Hotel em Guiza foram cerca de 20minutos e depois na recepção, um pequeno briefing acerca da nossa visita.
De madrugada fomos acordadas pelas rezas de um megafone situado mesmo em frente ao nosso hotel, mas a manhã soube muito melhor quando abrimos as cortinas e deparamo-nos com as pirâmides, mesmo no outro lado da rua. O meu primeiro pensamento foi: “ Como é que nas imagens de propaganda as pirâmides estão no meio do deserto, e aqui estão mesmo do outro lado da rua?”
Depois do pequeno-almoço, fomos de autocarro até as pirâmides de Guiza. Uma viagem que deveria de demorar uns 5 minutos, levou cerca de 15! O trânsito aqui é horrível. Quase não existem semáforos, aliás, os primeiros semáforos que vi foram já na cidade do Cairo, e aqui é salve-se quem puder. Para atravessar a rua para dirigirmo-nos ao único multibanco da zona, foi preciso o guia pôr-se no meio da rua e mandar para o transito…mesmo assim foi preciso dar cordas ao sapato! Os pormenores das casas perto das pirâmides são mesmo como os de antigamente e os miúdos brincam na rua, sem sapatos, com roupas muito sujas e junto ao lixo amontoado na berma. Ao mesmo tempo, as carroças de burros carregando grandes amontoados de vegetais e as “ crazy vans”, carrinhas brancas sem portas e sem janelas, assim chamadas pela lufa lufa de um lado para o outro, em que as pessoas entram e saem com esta em movimento! Bem, para primeira hora da manha na rua, nada mal!
Paramos na entrada, onde se conseguem ver já as principais Pirâmides que deram fama ao Antigo Egipto: Cheops, Kefren e Mykerinus ( o avô, o pai e o filho), rodeadas por outras pequenas pirâmides que eram destinadas ás mulheres da família!



Há turistas por todo o lado e as pedras destes edifícios são enormes! A 5 minutos de distancia de autocarro, uma paragem na Esfinge: metade leão metade homem; esta foi construída estrategicamente em frente á segunda pirâmide, para proteger assim o edifício e mostrar assim algum poder frente a potenciais ladrões. Daqui fizemos uma visita rápida á base do monumento, assim como ao seu exterior, onde os faraós eram mumificados e assim preparados para a próxima vida. Antes do almoço, ainda uma paragem no Museu do Papiro, onde são explicadas as formas de fabricar este tipo de papel, assim como uma exposição para quem quisesse comprar alguns exemplares! Claro que não sai de lá ninguém sem um papiro, por mais pequeno que seja.
O almoço foi num restaurante ao ar livre com comida tradicional e direito a algum descanso para recarregar energias para a tarde!



A tarde foi passada em Memphis, primeira capital do Egipto, já muito deixada ao abandono. O único sítio visitável é o “ Mit Rahina Museum”, onde podemos apreciar a estátua mais elegante de Ramsés II, assim como alguns vestígios dos tempos dos Faraós. Já a 10 minutos de distância, Saqqara, o lugar onde nasceu uma das épocas mais famosas do antigo Egipto ” the Old kingdom”, the Age of the Pyramids.
É aqui que encontramos o maior conjunto de pirâmides.
A primeira em que entramos foi a de um sacerdote chamado “ KA-GMNI” da VI dinastia 2340BC. Esta está cheia de imagens relacionadas com pesca e os desenhos de alto-relevo nas paredes estão de uma perfeição indiscutível.
Em frente a esta, o sepulcro do Rei Teti, onde tivemos que descer quase de gatas por um corredor bastante baixo e abafado, até chegar ao sarcófago de grande dimensões, de cor negra, vindo do Sudão. O tecto estava decorado com estrelas e as restantes salas decoradas com Hieróglifos, a escrita sagrada do Antigo Egipto.
No entanto a pirâmide mais famosa de Saqqara ainda não foi avistada. Uma vez mais tivemos que subir ao autocarro e andar mais uns minutinhos para avistar a famosa Piramide do Rei Djoser da terceira dinastia: “ The step Pyramid”, assim chamada pela sua estrotura que mais parecem degraus e a mais famosa por ser o primeiro monumento construído em pedra, por um génio chamado Imhotep.
Infelizmente não a podemos visitar por estarem com trabalhos arqueológicos, mas as vistas são riquíssimas.
Já de regresso uma paragem estratégica numa escola de tapetes. Adultos e crianças trabalham juntos para mostrar o seu trabalho árduo e venderam no final, alguns exemplares.
Á noite há um espectáculo junto às pirâmides. O show tem lugar mesmo em frente á esfinge, com vista privilegiada para as pirâmides. As luzes á noite, fazem deste lugar um lugar ainda mais mágico. Sentada fico a imaginar a quantidade de pessoas que por ali passaram e que observaram as mesmas estrelas e o mesmo céu que eu! Os faraós que ali pisaram aquele solo e os trabalhadores que por ali lutavam pela sua obra. Este show está todo envolto na construção das pirâmides, projectando hologramas nas pedras que contavam a sua história. O som e a voz que seguia este espectáculo, davam ainda mais vida aquelas cenas!



O dia seguinte é dedicado totalmente á Capital e a uma visita obrigatória ao Museu do Cairo. Foram os 45 minutos mais longos e doidos de condução a que eu assisti! Aqui não existem regras, os carros apitam constantemente! Também é visível durante esta viagem, a diferença de rico/pobre, sem que haja pelo menos um meio-termo: ou são palacetes com grande ostento e grandes caros á porta, ou são pedaços de parede seguros por tijolo e lamas para que tapem a pobreza por detrás, por vezes com camelos estacionados à porta, mas sempre com a sua antena parabólica!



Nas bermas vêem-se carros parados, só porque apeteceu fazer uma pausa ao condutor e por vezes estes, trazem a sua própria cadeira para que estejam mais cómodos!
Finalmente chegamos ao famoso edifício de cor avermelhada na cidade do Cairo, antigo palácio que abriga numerosas colecções e artefactos da antiguidade egípcia.
Á entrada somos todos revistados para que não entrem câmaras ou outro tipo de objectos que possam afectar a segurança do museu! É incrível a quantidade de estátuas e objectos de diferentes reinados, as histórias que ali são contadas nas diferentes salas e a riqueza cultural ali tão concentrada. As duas horas destinadas á visita não foram suficientes para aprofundar conhecimentos, mas ajudou a ter uma ideia do valor da cultura Egípcia, desde a sala do tesouro de Tutankhamon (o rei menino), até á sala das múmias.



Proxima paragem: “ Citadel of Salah-Al-din”, mais precisamente a cidadela de Saladino, situada no topo da cidade do Cairo e decorada com uma mesquita, em que o turista é convidado a entrar e juntar-se ao seu povo. Somos convidados a vestir umas capas verdes que nos cobrem braços e pernas, em sinal de respeito aos seus costumes e a visitar a sala de alabastro, que ostenta o sepulcro do Rei Mohamed! 



Para aqui chegar é inevitável a passagem pela “ cidade dos mortos”, um cemitério que foi assim baptizado por albergar não só sepulturas, como também pessoas sem casa, que ali encontraram um refúgio e a partir dali construíram as suas vidas, existindo mesmo nos nossos dias, escolas, lojas e posto da polícia.
A próxima visita levou-nos ao lugar onde Maria esteve escondida durante 3 anos com Jesus, devido ao Rei que naquela altura seguia matando todas as crianças: El Mattaria, rodeado pela sinagoga, pela igreja Ortodoxa e por lojas com artigos de joalharia.
O dia está praticamente feito, hora de voltar ao hotel para descansar e fazer as malas para o dia seguinte com destino a Aswan.



Aswan, em Português: Assuão, situado a 950km a sul da cidade do Cairo, ponto de encontro de barcos de cruzeiro e dos barcos tradicionais do Rio Nilo: Felucas. Assim que chegamos a Assuão, fomos encaminhados para o nosso quarto no Navio “  Royal Ruby” e de seguida ás Felucas, que nos levaram até á Núbia, região actualmente entre o Egipto e o Sudão e povoada por povos de pele de cor bastante negra e olhos de cor azul ou verde,  fruto de uma mistura de cultura e origens.



Para lá chegar trocamos umas duas vezes de Feluca, aparcamos nas margens do Rio Nilo e andamos de camelo uns 20 minutos. Escusado será dizer que depois disto tudo, já não sentimos nem pernas nem rabo! Á chegada ao povo Nubio, fizemos uma pequena visita a uma casa tradicional, onde nos deparamos com uma pequena colónia de crocodilos como animais de estimação, e a uma visita às escolas locais, onde nos transmitiram conhecimentos de como seria o ensino na região! Aprendemos algumas letras em árabe e a experiencia de estar numa escola com um professor Núbio vestido de branco e com uma vara a escrever no quadro as letras, tal como numa escola primária, e a sermos tratados como alunos, foi realmente das recordações mais amorosas que mais guardo desta viagem!



Dia 20 Fevereiro e sai um autocarro de visita a Abu Simbel de madrugada. As minhas companheiras de viagem ficaram a dormir no barco e eu fui no autocarro com alguns elementos do grupo. Depois de uma dura noite, com despertares assustadores no meio do deserto, sempre com medo de sermos assaltados ou coisa pior, chegamos ao recinto onde encontramos os Templos de Ramses II e sua esposa Nefertiti. Á entrada do templo de Ramsés II, dedicado a Amon-Ra, enormes estátuas representando o faraó e os seus Deuses; o segundo templo, este dedicado a Nefertiti, uma das figuras femininas do antigo Egipto mais belas, fazendo-se representar pela Deusa Hathor em forma de Vaca.



O regresso ao navio foi mais calmo, no entanto a minha opinião sobre o povo egípcio está cada vez pior, principalmente quando somos mulheres, pois estes estão constantemente a abordarmo-nos e agarrarmo-nos para os acompanhar.
Encontramo-nos com o resto do grupo na velha represa de Assuão, sítio onde é produzida a maior quantidade de energia do país e onde está localizado o maior lago artificial, visitamos o Obelisco inacabado destinado a Hatchepsut, a única rainha Faraó e voltamos ao Navio, que ligou motores até Kom Ombo, que apesar de estar já a escurecer, podemos apreciar o seu templo da época Greco-Romana, dedicado ao Deus crocodilo Sebek  e a Horus.
O barco segue em direcção a Edfu, um dos melhores templos preservados em todo o Egipto. Dedicado ao Deus Falcão Horus e construído na época Ptolomaica, faz-se representar com uma entrada principal com 2 grandes estátuas de dois Falcões que estão de guarda ao edifício. Para visitar-mos este templo, foi preciso acordar as 6h30 da manhã e depois voltar para o pequeno almoço.



Está-se a tornar bastante cansativo este corre corre de acordar de madrugada e dormir apenas umas horitas, mas é a única forma de conseguir-mos visitar uma grande quantidade de monumentos em tão pouco tempo. No entanto o resto do dia foi passado no barco, entre o quarto e a piscina. A paisagem é lindíssima e a forma como se consegue ver para as margens e perceber que as coisas não mudaram muito desde há muitos anos, faz-nos pensar como é que um povo que foi a primeira sociedade evoluída no mundo, parou assim de repente no tempo!
Chegamos a Luxor já de noite, temos que preparar as malas para fazer o check-out mas ainda temos tempo para uma volta. Não é recomendado a turistas que saiam sem guia, principalmente á noite, mas no grupo temos um tunisino/espanhol, que nos faz sentir mais seguros. Somos cerca de 16 pessoas, entre eles esse tunisino, espanhóis e nós a 3 portuguesas. Apanhamos umas dessas “ Crazy vans”, conduzidas por 2 egípcios com ar suspeito. Fomos todos uns sentados no colo uns dos outros, em busca de aventura e rumo ao mercado local. O interior da carrinha estava decorado com motivos egípcios e alguns filmavam esta aventura para mais tarde recordar. A viagem foi bastante turbulenta devido às estradas em mau estado e á tentativa dos condutores de nos ficarem com o dinheiro e nos abandonarem no meio do nada! Safamo-nos desta devido ao Tunisino que percebeu a estratégia deles e nos defendeu e acompanhou até ao fim. Antes da chegada aos mercados de rua, lojas de grandes marcas como Channel, destoam nas ruas cheias de terra e lixo. Tentamos ficar todos juntos o mais possível, mas os produtos são tantos que nos chegamos mesmo a perder!



Ultimos cartuchos de visita a :
Habu Temple, Templo mortuário de Ramsés III


E a Colossi of Memnom: 2 estátuas enormes do Faraó Amhotep III, Situadas em Tebas, entre o rio Nilo e o Vale dos Reis.


Ao lado um lugar que sempre me fascinou e me despertou a atenção: Vale dos Reis. Logo á entrada proibiram logo as camaras, sendo apenas possivel uma foto perto da entrada.



Depois da entrada principal, temos ainda que andar num pequeno trem, que nos leva até perto das famosas tumbas dos reis.
Foram nestas montanhas que reis e nobres do “ New Kingdom”, decidiram esconder a localização do seu local de repouso, isto para evitar as pilhagens e roubos que havia na época. O sepulcro mais famoso deveu-se á descoberta de Carter em 1922, quando encontrou a única tumba intacta desde então, esta pertencente ao rei Menino, Tutankhamon.
Algumas destas tumbas são visitáveis, temos porém de ter bastante fôlego e forças para as poder visitar a todas. Apesar de estarmos em Fevereiro, a temperatura local passa dos 30 graus e a poeira seca-nos a garganta. Uma vez mais entramos em locais abafados e apertados, em que quase andamos de cócoras, para alcançarmos a outra ponta! Sem podermos parar a meio porque há pessoas atrás, a frente e em sentido contrário, merece a pena para quem ama estes sítios arqueológicos!
Segue-se kARNAK Templo de Amun , decorado com uma avenida de  Esfinges, com uma grande mistura de pilares e capelas no seu interior, e presenteado com um lago sagrado. Este templo é considerado o maior templo do mundo suportado com colunas e um dos mais visitados em todo o país. Um autentico museu a céu aberto



Recomendo a visita a este país apenas a quem for apaixonado por esta cultura, não viagem sozinhos, sempre em grupo e com guia, descansem o mais possível e claro, nunca bebam água da torneira, não bebam nada com gelo, nem comam saladas! Estes são cuidados básicos que deveremos de ter sempre que visitamos  o Egipto e os seus países vizinhos.

Boas Viagens :)

Elisabete Vasconcelos

28/07/2011

Parabéns

Olá a todos,

Faz hoje, dia 28, um mês desde que o nosso Blog foi apresentado ao mundo. Neste primeiro mês publicamos 5 artigos enviados por 4 dos nossos enviados especiais, David Teixeira, Ana Padrão, Elisabete Vasconcelos e António Campos, a todos eles um grande obrigado.

Neste momento já contamos com 482 visualizações, dos quatro cantos do mundo, com Portugal e Lituânia à cabeça, mas, com muitos mais países a fazer parte desta lista. A todos quantos nos visitaram, um grande obrigado.

Aproveitamos este dia especial para lançar a nossa página oficial do Facebook, a partir de agora torna-se muito mais fácil seguir-nos.


Outros projectos e desafios apresentam-se no horizonte, ainda que não esteja decidido, posso desde já informar-vos que temos tido convites para que nosso Blogue (que também é vosso) passe a ser apresentado também noutras línguas, nomeadamente em Inglês e Francês, mas nós queremos ir mais longe, e estamos a considerar também o Espanhol, Italiano e o Russo, a ver vamos até onde nos leva este desafio.

Para enfrentar o que aí vem, necessitamos da ajuda de todos, por isso mesmo aqui fica o convite para te juntares à nossa equipe e trabalhares connosco na gestão do Blog.


HISTÓRICO TOTAL DE VISUALIZAÇÕES

482

Kaunas – 33
(por David Teixeira)

Road Trip Faro até Gilbratar e Marrocos – 36
(por Elisabete Vasconcelos)

Gorges du Verdon – 61
(por Ana Padrão)

Oslo e Estocolmo – 36
(por Elisabete Vasconcelos)

Tua-Pocinho – 19
(por António Campos)


 PAÍSES


Portugal - 177
Lituânia – 137
Alemanha - 33
Itália –28
Inglaterra– 26
Espanha – 16
França – 9
Holanda – 8
Suécia – 7
Suíça – 6
USA – 2
Brasil – 1
Irlanda - 1
Outros Países -32

Obrigado
E boas Viagens ;)

23/07/2011

Tua Pocinho

Uma viagem curta no tempo, cerca de 45 minutos, mas grande na quantidade e na qualidade de locais e cenários deslumbrantes que tive a oportunidade de conhecer.

No que respeita ao rio, na primeira parte até à barragem da Valeira



(a barragem seguinte a jusante é a da Régua) apresenta-se estreito e com pouca água. É o ponto de travessia da estrada que liga Vila Flor e Carrazeda de Ansiães ao Tua, para S. João da Pesqueira.
Era aqui neste estreitamento do rio que existia o chamado Cachão da Valeira, onde aconteceram vários naufrágios entre eles o que vitimou o Barão de Forrester.
Os maciços rochosos dos dois lados terminam no leito do rio pelo que foi necessário um túnel para o caminho de ferro atravessar para montante.
É no maciço sul, (oposto à linha dos CF) que se encontra S. Salvador do Mundo, um dos mais belos miradouros sobre o rio.








 















 










 A seguir à Valeira a linha atravessa o rio para Sul

 









junto à estação de Ferradosa correndo juntos até ao último obstáculo antes de chegar ao Pocinho.
Neste troço de águas mais calmas e amplas, condicionadas pelas descargas da barragem do Pocinho, o rio continua a correr entre montanhas, agora mais distantes e que proporcionam reflexos interessantes.































Antes do percurso final o comboio encontra o último obstáculo.
Uma serra orientada sensivelmente no sentido N S que o rio contornará descrevendo uma curva apertada em U invertido e o comboio irá atravessar em túnel antes da chegada ao Pocinho. Uma zona acidentada e enigmática para quem circula de carro mas extremamente bela junto à Foz do Sabor. Que só uma viagem de barco ajudará a desvendar ou descendo da Lousa ou de Cabanas de Baixo para o rio.
Nas fotos finais





























mostra a Estação do Pocinho e um percurso que fizemos atravessando a ponte metálica velha e regressando pela barragem onde se pode ver um barco na “eclusa” a descer para jusante.


Este percurso final foi sempre intrigante para mim pois descendo de Foz Coa a linha de comboio aparecia-nos de repente tal com o rio vindos do nada. Todo este percurso é espectacular, dos melhores que fiz em Trás os Montes (como poucos fizeram) e sugiro-vos que o façam quando vierem a Portugal.
As fotos que tirei são únicas pois menos de um mês depois (segundo me disse o revisor e para aproveitar até lá) as novas carruagens passariam a ser fechadas e portanto sem a possibilidade do ângulo de visão ao meter o corpo de fora, que estas proporcionavam.
Em todas as fotografias que tirei na vida e foram milhares, por não dispor de uma máquina fotográfica reflex boa (excepto analógica) valorizei sempre a composição pelo que tive muitas vezes de subir a uma árvore, rochedo ou descer ao leito de um rio para obter os melhores ângulos. Se de facto as carruagens passaram a ser fechadas então perdeu-se a possibilidade de fotografar do interior das carruagens sem evitar o reflexo dos vidros sem um filtro polarizador.

Boas Viagens :)

António Campos