23/07/2011

Tua Pocinho

Uma viagem curta no tempo, cerca de 45 minutos, mas grande na quantidade e na qualidade de locais e cenários deslumbrantes que tive a oportunidade de conhecer.

No que respeita ao rio, na primeira parte até à barragem da Valeira



(a barragem seguinte a jusante é a da Régua) apresenta-se estreito e com pouca água. É o ponto de travessia da estrada que liga Vila Flor e Carrazeda de Ansiães ao Tua, para S. João da Pesqueira.
Era aqui neste estreitamento do rio que existia o chamado Cachão da Valeira, onde aconteceram vários naufrágios entre eles o que vitimou o Barão de Forrester.
Os maciços rochosos dos dois lados terminam no leito do rio pelo que foi necessário um túnel para o caminho de ferro atravessar para montante.
É no maciço sul, (oposto à linha dos CF) que se encontra S. Salvador do Mundo, um dos mais belos miradouros sobre o rio.








 















 










 A seguir à Valeira a linha atravessa o rio para Sul

 









junto à estação de Ferradosa correndo juntos até ao último obstáculo antes de chegar ao Pocinho.
Neste troço de águas mais calmas e amplas, condicionadas pelas descargas da barragem do Pocinho, o rio continua a correr entre montanhas, agora mais distantes e que proporcionam reflexos interessantes.































Antes do percurso final o comboio encontra o último obstáculo.
Uma serra orientada sensivelmente no sentido N S que o rio contornará descrevendo uma curva apertada em U invertido e o comboio irá atravessar em túnel antes da chegada ao Pocinho. Uma zona acidentada e enigmática para quem circula de carro mas extremamente bela junto à Foz do Sabor. Que só uma viagem de barco ajudará a desvendar ou descendo da Lousa ou de Cabanas de Baixo para o rio.
Nas fotos finais





























mostra a Estação do Pocinho e um percurso que fizemos atravessando a ponte metálica velha e regressando pela barragem onde se pode ver um barco na “eclusa” a descer para jusante.


Este percurso final foi sempre intrigante para mim pois descendo de Foz Coa a linha de comboio aparecia-nos de repente tal com o rio vindos do nada. Todo este percurso é espectacular, dos melhores que fiz em Trás os Montes (como poucos fizeram) e sugiro-vos que o façam quando vierem a Portugal.
As fotos que tirei são únicas pois menos de um mês depois (segundo me disse o revisor e para aproveitar até lá) as novas carruagens passariam a ser fechadas e portanto sem a possibilidade do ângulo de visão ao meter o corpo de fora, que estas proporcionavam.
Em todas as fotografias que tirei na vida e foram milhares, por não dispor de uma máquina fotográfica reflex boa (excepto analógica) valorizei sempre a composição pelo que tive muitas vezes de subir a uma árvore, rochedo ou descer ao leito de um rio para obter os melhores ângulos. Se de facto as carruagens passaram a ser fechadas então perdeu-se a possibilidade de fotografar do interior das carruagens sem evitar o reflexo dos vidros sem um filtro polarizador.

Boas Viagens :)

António Campos

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