07/07/2011

Gorges du Verdon & Moustiers-Saint-Marie

Verdon situa-se no sul de França, na região de Provence. O desfiladeiro de Verdon é inúmeras vezes denominado de Grand Canyon da Europa devido aos seus 21km e aos 800m de profundidade que chega a atingir, sendo assim o mais profundo da Europa.



 

Para chegar a Verdon, o ideal é mesmo o carro. Para os corajosos aconselho um passeio pelo vale. A estrada é estreita, com curvas apertadas e sem muitos locais onde se possa encostar para apreciar a paisagem. Já atrás falei em corajosos porque há locais verdadeiramente vertiginosos e eu própria mal usufruí da vista. Vivi 30 minutos de muita tensão. Confesso, não sou muito destemida com as alturas.







 



O rio Verdon termina no lago artificial de Saint-Croix. É rodeado de espaços verdes onde podes estacionar o carro, fazer pic-nic, estender a toalha e mergulhar. Quer numa margem, quer noutra tens a possibilidade de alugar uma gaivota e usufruir na integra das maravilhas da natureza.
A Gaivota tem capacidade para 5 pessoas ( no nosso caso deu para 7!!!) e custa cerca de 25€ uma hora.



 


 


Já dentro do desfiladeiro é possivel constatar a acção da natureza; grutas, túneis e cascatas de água são um regalo para os olhos e para o espírito. Podes ainda parar a gaivota e mergulhar. O difícil mesmo é voltar a subir. Atenção ao “trânsito”. Tanta movimentação por vezes dá origem a pequenos toques, sem prejuízos, claro!







 

Junto ao lago Saint-Croix, situa-se a vila medieval Moustiers-Saint-Marie, classificada como uma das mais belas de França e com toda a justiça! Existe um pequeno comboio turistico que circula pela vila e dá a conhecer os pontos de maior interesse.





  No entanto, pela sua pequena dimensão, o passeio a pé torna-se ainda mais interessante.

 



 
A vila vive essencialmente do turismo. Possui diversas lojas com souvenirs, na sua maioria de fina porcelana denominada de “faience”.Um dos imensos souvenirs que podes adquirir são as cigarras, são uma espécie de símbolo da região de provence e existem de várias cores e tamanhos.
A vila tem ainda para oferecer aos seus visitantes cafés com esplanada, onde podes relaxar e vários restaurantes.




A igreja de Notre- Dame, datada do século XII e restaurada em 1928 é algo que não podes deixar de ver. A acrescentar, a capela de Notre-Dame, situada no alto da vila, remonta ao tempo de Carlos Magno no séc. VIII, tendo sido restaurada nos séc. XII e XVI.







 
 A "coroa" da aldeia é a estrela, suspensa por uma corrente de ferro forjado. A estrela dourada paira acima da capela de Notre-Dame, com a corrente presa na rocha sólida em ambos os lados do desfiladeiro. Foi feito como uma promessa por Sir Blacas, um cavaleiro que retornou de um longo cativeiro durante as cruzadas.



 
 
A sensação quando se avista o vale é quase indescritível. Sente-se uma espécie de iluminação interior, em que os sentidos mal acompanham a beleza que a mãe Natureza nos oferece. Quem vai a primeira vez, e tendo oportunidade, irá uma segunda. Foi o meu caso e voltaria sem hesitar.







 
Uma pequena nota, a cor da água é real, tal como se vê nas fotos!

Ana Padrão

Boas Viagens :)

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